topo

NOSSO BLOG

Acesse nossos conteúdos e acompanhe nossas novidades.

Postado em 02 de Setembro de 2018 às 11h13

A reputação como ativo de profissionais e organizações

Artigos (33)Vagner Dalbosco (13)Personal Branding (17)Imagem Corporativa (18)

A reputação como ativo de profissionais e organizações

"À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. O provérbio milenar tem origem no ano 60 a.C., após uma suspeita de infidelidade envolvendo a então esposa do imperador romano Júlio César. Mesmo sem ter sido comprovada, a suspeita levou ao divórcio do casal, já que a própria repercussão pública do boato, por si só, viria a afetar a imagem pública do imperador diante de seus súditos.

História e provérbios à parte, o fato é que a exposição pública é uma preocupação de profissionais e de organizações há muito tempo, mas que ganhou força à medida do desenvolvimento dos meios de comunicação. Os jornais, no século XIX; e o rádio e a TV, no século XX, amplificaram o poder de difusão de mensagens junto aos cidadãos, consumidores e eleitores, exigindo esforços significativos dos gestores de comunicação.

Mas é na virada deste último milênio, com o advento e popularização da web, que se observa o maior desafio à gestão da comunicação e imagem pública: se por um lado a web permitiu às organizações conhecerem melhor seus públicos e estabelecerem uma comunicação mais assertiva; por outro, a reconfiguração dos fluxos de informação e comunicação em escala global, causada especialmente pelas redes sociais digitais e aplicativos de conversação, exige de todos uma nova maneira de pensar e agir.

O cidadão até então passivo e suscetível a imposições comunicativas, políticas e mercadológicas, agora ocupa um papel ativo neste processo, reagindo, produzindo e disseminando suas próprias mensagens, tornando-se agente participante do processo de construção e desconstrução de imagens públicas. O consumidor que sente-se lesado; o eleitor que sente-se enganado; e o cidadão que sente-se injustiçado, apropriam-se das ferramentas de comunicação enquanto um instrumento para o exercício da cidadania.

É certo que esta dinâmica gera intensa matéria-prima para compreender hábitos e preferências; mas torna ainda mais complexo o processo de manutenção de imagens públicas, que ficam mais suscetíveis a críticas, questionamentos e crises. Imagens que a qualquer momento podem dissolver-se e levar consigo a dissolução da própria organização ou carreira profissional, quando tais crises afetam seu principal ativo: sua reputação.

Por isso, transparência, sinceridade e honestidade nunca foram tão importantes como nas atuais relações sociais, políticas e comerciais. Dar visibilidade e incorporá-las ao processo comunicativo é determinante para a manutenção de uma imagem pública coerente e, por conseguinte, sua sobrevivência. Profissionais e organizações que ainda não compreenderam esta dinâmica correm sério risco de desaparecerem. Afinal, "ser" e “parecer”, juntos, nunca fizeram tanto sentido como agora. Negar um destes dois elementos do processo comunicativo pode ser fatal.

Veja também

Soft skills: por que a comunicação está entre as mais valorizadas19/05 Construir ou fortalecer sua marca pessoal exige desenvolver uma série de habilidades comportamentais (soft skills), sendo que a comunicação pessoal está entre as mais valorizadas pelo mercado. A comunicação sempre foi decisiva para profissionais progredirem em suas carreiras, especialmente em funções de liderança. Mas diante de uma sociedade cada......

Voltar para Blog

Vagner Dalbosco

Por Vagner Dalbosco
Head da Previu Inteligência | Mestre em Gestão da Informação 
vagner@previuinteligencia.com.br

Liziane Vicenzi

Por Liziane Vicenzi
Colaboradora Previu Inteligência | Mestre em Jornalismo | Doutoranda em Educação 
lizivicenzi@gmail.com

Redação Previu Inteligência